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| PICARETAGEM!!!!!! |
| 06.20.04 (7:37 am) [edit] |
Acho muita picaretagem desse blog me sabotar dessa maneira só porque fazem milênios que eu não atualizo essa página!!!!! Olha só isso, o blog que eu construi com tanto amor e empenho, que meus queridos amigos leram em suas horas de tédio navegando pela internet, em que poderiam muito bem estar lendo outros blogs, se bem que agora todo mundo só quer saber do orkut que eu ainda não entendi como funciona... Bem, voltando, vejam que injustiça, todo o meu trabalho cor-de-rosa destruido!!!!!!!! Tudo que eu fiz com tanto afinco!!!! Que dor, meu Deus!!!!!! Os acentos todos zuados!!!!! Logo eu que adoro os acentos!!! Logo eu que sermpre brigo com o André Batata porque ele escreve o meu nome sem acento (assim como todas as outras palavras do mundo)!!!! Eu não merecia um blog sem acentos!!!! :x Sem contar esses desenhinhos deformados! E eu nem posso mais colocar carinha de choro, sabotaram a carinha de choro tb, só porque é a minha preferida e eles sabem! Eles estão me perseguindo só porque o meu blog era o melhor blog abandonado de todos os tempos! É uma conspiração contra mim!!! Toda a comunidade internética contra mim (não é verdade RM???)!!!! Enfim, essas são as carinhas que restaram (se é que elas vão aparecer direitinho, os espiões com suas webcams devem estar me vendo fazer isso nesse momento... :D :shock: :x :evil: :!: :) :? :? :P :twisted: :?: :( 8) :oops: :roll: :idea: :o :lol: :cry: :wink: :arrow:
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| As dificuldades de se manter um blog |
| 04.12.04 (9:03 am) [edit] |
Quero explicar às pessoas que continuam esporadicamente entrando no meu blog o quanto é difícil manter um blog. Eu sei que vocês (Lucas, Paulinha...) acessam meu blog de vez em quando só para terem o gostinho de confirmar: "a Bologna não tem mesmo vergonha na cara, ainda não atualizou o blog", e quando atualiza ainda quer roubar e colocar textos que recebeu por e-mail! OU pior que isso, não tem nada a dizer e quer explicar porque não tem nada a dizer.
O problema é o seguinte, quando eu comecei a escrever esse blog, eu estava de férias e não tinha nada pra fazer (tirando ir beber cerveja de vez em quando num período pós Ilhabela), eu não tava nem namorando ainda, de modo que meu tempo livre na vida era consideravelmente grande e eu conseguia atualizar o meu blog às vezes até mais do que uma vez por dia. Hoje em dia isso é impossível! E eu não tenho mais carona, chego tarde na facu e não dá pra usar o computador, nem e-mail eu consigo ler mais! BUUUUUUUUUAAAAAAAÁ!!!!!
Sabe uma dor que eu queria dividir com as pessoas, eu detesto abrir caixa de e-mail, eu abro com medo, sério! Porque ali está você, com a sua vida toda tranquila, sem ninguém te importunar, até que vocÊ abre a maldita caixa de e-mails e todos os problemas do mundo estão ali!!!! Ninguém te telefona mais pra avisar de nada, as más notícias vêm todas por e-mail, tirando raras exceções felizes como dois e-mails avisando que não haverá aula do Almir em semanas seguidas.
Sem contar reuniões e filmagens marcadas por e-mail coincidentemente todas no mesmo horário!!!
Resumindo: eu odeio a tecnologia moderna - computadores, internet e sobretudo A PORRA DOS E-MAILS MALDITOS!!!!
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| A Bela da Igreja |
| 03.20.04 (7:16 pm) [edit] |
Lembram que eu falei num dos posts que eu tinha perdido um texto, que eu escrevi no colegial e que eu gostava muito, quando deu pau no meu computador? Pois é, encontrei ele esses dias salvo num disquete que tava guardado dentro do meu fichário, que eu não usava há mais de seis meses... Aí está o texto, são e salvo, ele ainda existe!
[i][b]A BELA DA IGREJA[/b][/i]
Naquela época eu era jovem e vivia na fazenda de meu pai. Meu despertar era marcado pelo canto do galo sempre às sete da manhã, exceto aos domingos quando eu, apesar da insistência do galo, acordava um pouco mais tarde. A primeira coisa que fazia era tirar leite das tetas das vacas para o meu café da manhã. Em seguida me arrumava para ir à missa. O badalar do sino da igrejinha avisava que já eram nove horas, horário do ínicio da missa.
E foi justamente numa manhã de domingo que os meus pais me deram a grande notícia: eu iria me casar com uma rica e bela mulher. Eu não conhecia a moça e não sabia se gostaria dela, mas, uma vez que meu pai dera a sua palavra ao pai dessa jovem de que eu me casaria com ela, não poderia me recusar a casar. Recebi essa notícia passivamente, sem nenhuma alegria, mas também sem desejo algum de contrariar a vontade de meu pai. Entretanto, naquele mesmo dia, eu viria a odiar a idéia do casamento arranjado.
Sentado no banco da igreja durante a missa, vi uma linda moça de pele pálida e faces rosadas, olhos claros e cabelos que reluziam como ouro diante de meu olhar. Ela percebeu que eu a fitava ignorando completamente as palavras do padre e sorriu para mim. Foi exatamente nesse instante que me apaixonei por ela. Queria me aproximar dela, perguntar qual era o seu nome, ouvir a sua voz, sentir o seu perfume, mas a certeza de que nunca poderia tê-la como minha mulher me atormentava. Sabendo que nunca poderia oferecer-lhe o casamento, não tinha coragem de declarar-lhe o meu amor.
Pensei que poderia esquecê-la, mas no próximo domingo ela estava na missa e me pareceu ainda mais bonita e angelical do que da primeira vez que a vira. A partir de então, essa mulher, sobre a qual nada sabia, tornou-se minha obsessão. Ela ia à missa acompanhada pelos pais e, assim, tudo o que fazíamos era trocar sorrisos e olhares apaixonados.
A imagem da minha bela me perseguia dia e noite, meus pensamentos eram totalmente voltados para ela, meu pai chegava a reclamar da minha distração durante o trabalho na fazenda. Minha vontade era pedir a ele que me livrasse da obrigação do casamento para que eu pudesse me unir a mulher por quem estava apaixonado, mas ele nunca me entenderia já que eu mesmo não era capaz de me compreender. Como eu podia ter um sentimento tão profundo e intenso em relação a uma pessoa que na verdade eu nem conhecia?
Mas o fato é que eu nem dormia nem comia mais, sofria esperando os domingos que pareciam nunca chegar. Meu amor era tão forte que se tornava uma dor física, eu definhava a cada dia. E nisso já se passavam dois meses. Foi quando tive uma idéia mirabolante, paguei a um empregado de meu pai para que matasse a minha prometida, que ele sabia quem era, embora eu mesmo não soubesse. Livre de qualquer compromisso, poderia escolher eu mesmo minha nova noiva. No dia seguinte, ele fez o serviço e minha noiva morreu envenenada.
Era costume em minha cidade rezar uma missa ao morto e só depois enterrá-lo. Imaginei que minha amada poderia comparecer à missa em homenagem a minha falecida noiva e, sem pudor nenhum, tratando a morte daquela mulher com total frieza, eu iria, durante o decorrer da missa mesmo, dizer a minha bela o quanto a amava. E era justamente nela que estava pensando quando meu pai me disse:
-Veja como era bela a sua noiva.
E foi com total espanto que constatei ao olhar para o rosto descorado e sem vida, mas, ainda assim, de beleza encantadora da moça dentro do caixão que a minha noiva e a minha amada eram a mesma mulher! Meu grito de terror surpreendeu a todos dentro daquela igreja. Eu chorei descontroladamente durante o dia todo e o empregado de meu pai não pôde acreditar em tanto fingimento.
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| Que vergonha! |
| 03.18.04 (4:21 am) [edit] |
Nossa! Que vergonha! :oops:
Eu sou a mais picareta! Qtos séculos faz que eu não atualizo esse blog?! E sabem o que dá mais vergonha? :oops: É pensar que a entrevista que eu dei pra TV USP sobre o meu blog possa ir ao ar em breve ("atualizo dia sim, dia não"). Que cinismo!!! Eu sou a mais mentirosa!!! Atualizava mesmo, nas férias, agora, vcs tão vendo que eu não tô atualizando p**** nenhuma (meu blog tem censura a palavrões agora, pq eu aprendi nas aulas de rádio que ñ se pode falar palavrão em meios de comunicação de massa).
E estou sendo ainda mais picareta de estar atualizando o meu blog agora, no CCE e no horário da aula da Georgia (é que essa aula só me irrita!!! Vontade de não aparecer nunca quarta ä tarde e quinta de manhã).
MAs e aí, quais serão os roteiros eliminados no Pitch Tchanananã!!!!!! :?: Façam suas apostas! Como se ninguém soubesse, com todos os roteiros já com diretor e equipe inteirinha formada!!!!!! VAi ser cortado roteiro sem diretor! Por isso que eu não tô nesse lixo dessa aula inútil!!! A gente rouba nas regras e ainda quer fingir até o fim que nÃo tá roubando! Tô meio revoltada sim! O que é natural da minha pessoa, especialmente da minha pessoa com sono que não conseguiu sentar no ônibus lotado.
Pra quem acha que eu tô no CCE porque eu não tenho mais o que fazer da vida, eu tava imprimindo roteiro de programa de TV. Quem tem blog não é vagal, é comunicativo! E FELIZ POR SABER QUE TEM GENTE LEGAL QUE LÊ ESSAS MERDAS! Merda não é palavrão, é vício de linguagem! E tenho dito.
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| ESTOU APRENDENDO... |
| 02.26.04 (7:57 pm) [edit] |
Vou colocar aqui um texto que recebi por e-mail. Sim, é um desses textos bonitos meio chatos de autor desconhecido que costumam encher o nosso saco, ou melhor, a nossa caixa de mensagens prestes a estourar (eu sei, foi um trocadilho horrível!). Mas eu, que sou uma pessoa com pouca paciência pra esse tipo de e-mail (nunca me mandem correntes, tão entendendo bem?!) gostei muito desse texto.
ESTOU APRENDENDO... Que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. Que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
ESTOU APRENDENDO... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Que eu posso escolher entre dominar meus pensamentos ou ser dominado por eles.
ESTOU APRENDENDO... Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem. Que perdoar exige muita prática.
ESTOU APRENDENDO... Que eu posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
ESTOU APRENDENDO... Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso perdoar primeiro. Que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
ESTOU APRENDENDO... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas coisas que eu faço. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
ESTOU APRENDENDO... Que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. Que certas pessoas vão embora de qualquer maneira.
ESTOU APRENDENDO... Que AMIGOS não são para guardar no peito, e sim para mostrar a eles que são meus amigos.
PS: Não pensem que é picaretagem da minha parte estar colocando esse texto só por falta de ter o que colocar no meu blog após deixá-lo abandonado por alguns dias. Eu gostei do texto mesmo e acho que de fato estou aprendendo todas essas coisas com a vida! (Que profundo isso!)
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| O doido da garrafa |
| 02.23.04 (7:07 pm) [edit] |
[b][i](Adriana Falcão)[/i][/b]
Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido.
Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa.
O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.
Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Vai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima.
Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas. De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife.
Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.
Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.
Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita.
Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles.
Conhecia mitologia a fundo.
Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.
Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.
Acreditava no amor, mas tinha vergonha da frase.
Às vezes falava sozinho, preferia tristeza à agonia.
Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir.) Enquanto andava, repetia dentro da cabeça incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor idéia da razão pela qual fazia isso.
Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.
No fim do ano ia trocar de carro.
Era excelente chefe de família.
Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho.
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| BOAS NOTÍCIAS |
| 02.18.04 (6:47 pm) [edit] |
Galerinha,
tenho uma boa notícia, ganhei um concurso de roteiro da internet do site do Hugo Moss. O concurso na verdade não tem prêmio nenhum, a não ser a minha própria felicidade, outra coisa boa é que vcs podem entrar no site, ver o meu nome e ler o roteiro, que é o "Fim de Balada" que eu escrevi pra aula mesmo e que muita gente já conhece (só que agora na quarta versão, é a mesma que eu coloquei no grupo do yahoo). Pra quem quiser entrar no site é http://www.roteirista.com/con...
PS: Recebi um e-mail que agora existe um prêmio, vou ganhar um livro do BNDES, "Cinema, Desenvolvimento e Mercado", alguém conhece?
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| GRANDE OPORTUNIDADE |
| 02.12.04 (2:23 pm) [edit] |
Pessoal,
é com prazer que informo a vocês que amanhã vou dar uma entrevista pra TV USP sobre esse blog, portanto, aproveitem todos para deixarem os seus comments que poderão ser lidos no meio da entrevista! Hahaha!!! Para quem reclamava da minha publicidade feita por e-mail agüentem agora a divulgação através da TV. Pena que eu mesma não poderei assistir à entrevista porque não tenho TV a cabo.
PS: Não vão me fazer passar vergonha e querer resolver agora de não deixar nenhum comentário. :evil:
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| Escrever |
| 02.12.04 (2:16 pm) [edit] |
Eu não consigo escrever textos curtos nesse blog. Engraçado eu saber que as pessoas ficam com preguiça de ler e mesmo assim não conseguir escrever textos curtos. Curioso eu sempre tentar enxugar os meus textos quando eu termino de escrever. Impressionante a dor com que eu corto os excessos, mas eu sempre consigo cortar tudo o que reconheço como excesso, o problema é o que eu acho indispensável e fundamental, aquilo que eu não posso apagar e deixar de dizer ao mundo, como se, oras, eu (eu!) tivesse algo pra dizer ao mundo. E não consigo deletar algumas linhas escritas no Word porque tenho a impressão de que em tudo que escrevo surgem brilhantes valiosos que não podem ser jogados fora. Tudo que escrevo é valiosíssimo! Sempre achei tudo escrito pelas minhas mãos valiosíssimo. Quando estava na quarta série eu dava autógrafos pros meus coleguinhas de classe (sem ninguém me pedir, é claro) e quando me perguntavam porque eu dava autógrafos se eu não era uma pessoa famosa, eu dizia que era pra um dia quando eu fosse, eles já terem um autógrafo meu guardado. Mas isso é mentira! A grande questão é que meu nome escrito por mim mesma em um pedaço de papel é valiosíssimo, porque também ali estão os tais brilhantes que surgem sempre, não importa o quão simples, insignificante ou infantil seja o texto, em tudo que escrevi eu vejo brilhantes e pedras preciosas das quais não posso me desfazer. Não tenho coragem de jogar fora os textos que escrevi quando era criança, posso ler e não gostar, mas preciso guardá-los por todas as qualidades que eu via neles quando os escrevi, os brilhantes ainda estão ali.
Não sei como perdi um texto meu que eu gostava muito, que escrevi numa época meio influenciada pelo “Noite na Taverna” do Álvares de Azevedo, eu tinha ele digitado no computador e perdi quando o computador deu pau (e perdi mais um monte de coisas que escrevi direto no computador! Que dor!) e não encontrei de maneira alguma o texto escrito à mão, devo ter jogado fora totalmente sem querer, sem perceber o que era, porque eu jamais teria coragem de jogar fora aquele texto com todos os seus brilhantes e tudo o mais. Do mesmo jeito que eu não tenho coragem de jogar fora coisas que escrevi em momentos de absoluta tristeza. São textos que quando encontro e leio me deixam triste porque neles está viva uma amargura que não está mais presente em mim, mas que de certa maneira volta quando os leio. São textos que eu poderia muito bem jogar fora pra nunca mais correr o risco de bater os olhos neles, mas mesmo que eu não vá mais lê-los, nem dá-los pra outras pessoas lerem, não consigo queimá-los ou deletá-los dos meus disquetes e deve ser por causa de todos os brilhantes valiosíssimos que surgem incrustados em cada palavra que escrevo, porque amo cada palavra que escrevi na vida mesmo que odeie o que elas estão tentando dizer, mesmo que odeie ter dito tais coisas um dia, mesmo que me arrependa de todo o significado e todo o sentimento que elas trazem ali. Tudo que escrevi, as coisas que acho ótimas e que dou para os outros lerem e mesmo aquelas tão medíocres que não tenho coragem de mostrar para ninguém, e principalmente aquelas que acho ótimas demais para ter coragem de mostrar para alguém que possa me dizer que elas são ruins, eu as amo de uma maneira completamente sincera e irracional.
Escrever é perigoso porque escrever é eternizar. As coisas que a gente fala são esquecidas, as coisas que a gente lê também, mas você sempre poderá ler de novo algo que foi escrito há muito tempo e que não faz mais sentido nenhum, e ler aquilo vai doer, mesmo que tudo que esteja escrito ali não seja mais verdade, porque naquele pedaço de papel tudo está intensamente vivo. Historinha: “quando eu era pequena escrevi em algum lugar que odiava a minha mãe num dia em que estava muito brava com ela, cerca de dois meses depois ela encontrou o papel arrumando a casa e chorou muito e ficou muito triste comigo, mas toda a minha raiva já havia passado, eu não queria mais brigar com ela, e por causa daquele papel minha mãe ficou alguns dias sem falar comigo”.
E tudo que já recebi escrito na minha vida eu guardei: recadinhos na agenda do primário, mensagens escritas em lenço de papel, os correios-elegantes dos caras que nunca gostei, os cartões de Natal e de aniversário dos amigos... e tudo que continuar recebendo eu vou guardar só pra poder ler tudo um dia no futuro quando as coisas ali escritas não forem mais a minha realidade e sentir saudade do tempo em que elas eram.
Eu sei que esse texto ficou grande, mas apesar da revisão, não posso cortar nada, ele também está cheio de brilhantes incrustados brilhando por todos os lados (ah, esse meu blog está radiante!), eu amo essas palavras, eu amo essas linhas mal escritas com pressa, eu amo esse blog que escrevo nas horas vagas, eu amo saber que alguém lê as coisas que eu escrevo nele, mesmo que mais ninguém consiga ver brilhantes e pedras preciosas espalhadas por todos os lados.
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| A Dona da História |
| 02.06.04 (3:50 pm) [edit] |
[i][b](João Falcão)[/b][/i]
“Eu não devo nada pro mundo. E não dou a mínima pro que o mundo espera de mim. O mundo também. Não dá a mínima pra mim. As ruas, as pessoas, os lugares por onde eu passo, não estão nem aí pra minha história. E os lugares por onde eu ainda não passei não sentem absolutamente a minha falta. Eles estão lá, existindo. E em cada um desses lugares tudo se movimenta independente da minha existência. E a minha vida está parada no tempo, à espera de que as histórias passem por mim. E os lugares aonde eu nunca irei serão sempre os melhores. E todas as pessoas que passam pela minha vida são mais importantes que eu. Eu existo apenas pra falar com as pessoas, cruzar com elas, tocar a história delas pra frente. Eu faço apenas participações nas histórias das pessoas.”
“Tudo que existe no mundo existe pra minha história acontecer. As ruas e os lugares por onde eu passo são apenas cenários da minha história. E os lugares por onde eu ainda não passei não existem ainda, ou então existem, mas nada nesses lugares se movimenta, e em cada um desses lugares tudo está parado no tempo, em determinado momento do futuro, à espera de que minha história chegue até eles. E os lugares aonde eu nunca irei nunca existirão. E as pessoas que nunca passarem por minha vida nunca nascerão. Porque todas as pessoas do mundo existem somente pra falar comigo, cruzar por mim, tocar minha história pra frente. Todas as pessoas do mundo são apenas participações na minha história. Com intervenções maiores ou menores, mas apenas participações. É sempre assim que acontece em todas as histórias. Nos filmes é sempre assim que acontece. E todos os filmes que já vi na minha vida só foram feitos para que eu pudesse vê-los um dia. E os que ainda não vi, mesmo os mais antigos, ainda não foram feitos. E nunca serão feitos os filmes que nunca verei. E toda a História do mundo, a Idade Média, a Antiguidade, a Pré-História, é tudo uma invenção criada só pra me fazer acreditar que existia alguma coisa antes de mim. E o mundo começou no dia em que nasci. Eu sou o mundo e o mundo inteiro é o resto. E o resto do mundo gira, mas é só pro sol aparecer e iluminar o meu dia. E depois gira mais um pouquinho só pra ficar de noite e chegar a hora de eu ir ao baile.”
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| História Simples |
| 01.30.04 (5:26 pm) [edit] |
As histórias mais simples são aquelas com as quais todo mundo se identifica. Mais um texto brega-romântico meu. :oops:
[i][b]História Simples[/b][/i]
Vou contar uma história simples. É uma história de amor, mas antes de tudo uma história simples. Essa é a história de uma mulher e um homem que se apaixonaram e ficaram juntos, depois o relacionamento não deu certo e eles se separaram. Nada de anormal, a probabilidade de dar errado é sempre maior do que de dar certo. Quantas pessoas no mundo ficaram pelo resto de suas vidas com a primeira pessoa por quem se apaixonaram? Repito: a probabilidade de dar errado é sempre maior do que de dar certo. Esse é um risco que pode ser calculado. Eu disse que essa era uma história simples: um cara e uma mina ficaram, aí não rolou mais. É muito simples. É comum. É banal. O começo da história é bonito. Teve um beijo apaixonado, paisagem bucólica em volta e até música (a do discman dele que ele estava dividindo com ela). Ele voltou pra casa e não conseguiu dormir pensando nela. Ela acordou feliz como nunca no dia seguinte pensando nele. Mas depois as coisas não deram mais certo, acontece, simples assim. Ela achava o cabelo dele maravilhoso. Ele adorava o sorriso dela. Ela nem piscava prestando atenção nas idéias dele. Ele ria de todas as piadas dela. Eles se gostavam. De verdade. Ele só não gostava quando ela falava muito alto. Ela só não gostava quando ele falava palavrão. Isso é normal. Ela só não gostava quando ele amarrava a blusa por cima da camiseta. Ele só não gostava quando ela usava maquiagem demais. Isso também é uma coisa normal. Eles se conheceram e ficaram juntos. Mas não deu certo. Ponto. Essa é uma história simples de entender. Ele não gostava quando ela começava a cantar. Ela não gostava quando ele falava que ia mijar. Ele não gostava quando ela ficava arrancando cravos. Ela não gostava quando ele ficava palitando os dentes. Ele não gostava quando ela chegava atrasada e ele tinha que esperar. Ela não gostava quando ele chegava cedo e não esperava ela se arrumar. Ele não gostava de verdura. Ela não gostava de carne. Ele não gostava de dramas. Ela não gostava de aventuras. Ele não gostava de andar devagar. Ela não gostava de andar rápido. Ele não gostava de sair. Ela não gostava de ficar em casa. E por aí vai... Uma porção de detalhes que não vale a pena eu perder o meu tempo contando e nem outra pessoa perder o tempo dela prestando atenção. Vou me ater somente aos fatos que realmente interessam para contar essa história. Vou resumir toda a história porque na verdade essa é uma história muito simples: Essa é uma história de amor que não deu certo. Mas, pensando bem, não vou mais contá-la... Você já ouviu essa história antes, não é mesmo? Essa é a típica história que todo mundo já conhece.
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| Lua Cheia |
| 01.24.04 (7:06 pm) [edit] |
Riso frouxo, deitada no chão com vestido florido, os cabelos desgrenhados encobrindo um pouco o rosto.
“Que horas são?”
Deitado na cama, senta-se para olhar o rádio-relógio sobre a cabeceira.
“Quase onze.”
Sem se mover.
“Vou embora.”
Olhando profundamente nos olhos dela.
“Não vai não.”
Desviando o olhar.
“Daqui a pouco não tem mais ônibus.”
Rindo maliciosamente.
“Aí você dorme aqui.”
Levantando-se.
“Não. Já vou indo.”
Segurando o braço dela numa ação por reflexo.
“Espera, eu tenho uma coisa pra te mostrar.”
Sentando na cama ao lado dele.
“O quê?”
Com um sorriso no canto do lábio.
“Não é você que adora ficar olhando lua cheia?”
Com uma alegria infantil.
“Hoje é noite de lua cheia?!”
Olhando para a janela fechada.
“Não sei.”
Olha para a janela fechada, dá um tapinha na perna dele.
“Pára com isso, eu tenho que ir.”
Levantando da cama e indo até a janela.
“Espera. Eu vou abrir a janela, se tiver lua cheia, você fica aqui comigo. Se não, você pode ir embora.”
Fazendo um sinal afirmativo com a cabeça.
“Tá bom, abre então.”
Abrindo a janela e olhando pro alto.
“Você não vem ver se é lua cheia ou não?”
Imóvel.
“É ou não?”
Continua olhando pro alto.
“Vem ver”.
Levanta da cama devagar e caminha até a janela olhando para ele.
“É lua cheia?”
Encarando aquele belo rosto .
“Você não olhou ainda?”
Com olhos medrosos falando em sussurros.
“Me diz: é lua cheia?”
Apontando para cima através da janela.
“Olha lá”.
Mira o dedo dele ignorando tudo mais além, guia o olhar seguindo do dedo para mão, braço, ombro, pescoço, até encontrar os olhos.
“É lua cheia”.
Abaixando a mão.
“Você fica então?”
Fechando a janela para não ver nada.
“Fico”.
Lá fora milhares de estrelas e a lua cheia brilham no céu.
[i][b](Thaís Bologna Dias)[/b][/i]
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| Ficamos tristes porque choramos |
| 01.21.04 (12:56 pm) [edit] |
Solidão física. Todo mundo se vai e você fica. Perde-se o calor. E sozinho é incapaz de qualquer ação com seus membros congelados. [i]Todo mundo está seguindo e só eu estou ficando pra trás.[/i] E você ali, completamente estático, sem forças e sem coragem pra se mover. De repente você percebe que as lágrimas escorrem... Embaçam sua vista e fazem parecer que todo mundo já está longe demais pra você poder alcançar, figuras que antes tão próximas se transformam em vultos irreconhecíveis. [i]Todos me abandonaram.[/i] É, ninguém tentou te puxar pela mão, te arrastar junto, te levar nas costas como um peso e você não pode condenar ninguém por ter feito isso.
Solidão espiritual. Dor não se divide. Ninguém percebe nada. Ninguém pára pra te ouvir, quem pára não te entende. Quem aconselha, julga. Quem gosta de você, até gosta, mas sempre existe uma lista enorme de coisas pra amar na sua frente. [i]Queria um dia ser a coisa mais importante de uma dessas listas[/i].
Tristeza, enorme, sem nenhuma explicação ou com mil explicações e inúmeros motivos pequenos. [i]Tudo é grande, eu sou pequena, ambições pequenas, problemas pequenos, dores insuportáveis, futuro mínimo, não planejo nada para além da semana que vem. Não vejo mais ninguém, só a mim num espelho me perguntando quem sou, o que quero, pra onde quero ir, e não sigo, não vou, porque não sei onde quero chegar. Tento acompanhar as pessoas, não gosto da solidão, do silêncio e de me sentir assim...[/i]
[i]Não quero responder perguntas, quero conforto, quero abraços, depois de um tempo passa.[/i] Lembre-se que depois de um tempo sempre volta. Você varre tudo pra debaixo do tapete, mas tudo ainda está ali, [i]eu paro de pensar e finjo que tudo que me perturba não existe, mas tudo ainda está aqui.[/i] Medos, quantos medos... É isso que você sente. Essa mistura de medo, frustração e incerteza. Essa vontade de ser útil e de ser amado. Essa vergonha de quem se é. Essa vontade de ser outro, um outro sem rosto, mas saber que não se gosta do rosto que se tem. Esse desejo de fazer, esse desejo de seguir, esse desejo de se unir... E tudo tão vazio lá dentro, [i]aqui dentro tudo tão vazio.[/i] E mais adiante tudo tão decadente. E você não pode voltar ao passado, porque tudo mudou e até o que não mudou não serve mais.
[i]Por que eu nunca atinjo? Por que eu nunca chego lá? Por que eu não sei qual é a sensação da plena felicidade? Alguém sabe? Porque daqui a meia-hora vou achar que tudo isso é besteira e amanhã vou repensar tudo isso de novo?[/i]Mais uma vez, quando você começar a chorar do nada sentindo algo que não sabe definir bem o que é, você vai tentar desesperadamente buscar um nome pra essa COISA.
[b]Não choramos porque ficamos tristes. Ficamos tristes porque choramos.[/b]
[i][b](Thaís Bologna Dias)[/b][/i]
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| SKANK - Cosmotron |
| 01.21.04 (9:58 am) [edit] |
Comprei o novo CD do Skank, o “Cosmotron”, aquele que está todo mundo dizendo que é ruim, especialmente o meu irmão. Mas eu achei legal (sei que o Fontana/Sapo e o André/Batata tb gostaram), continuo fã do Skank, diria que eles só estão numa fase mais depressiva.
Adorei a música “As noites”, se bem que a melhor música do CD é “Vou Deixar” mesmo (é a menos depressiva também e gosto da sensação de liberdade que ela dá, é quase como um grito de “foda-se!”). Mas logo logo ninguém vai mais agüentar ouvir “Vou Deixar” de tanto que está tocando (que nem “Dois Rios” que eu tenho que pular ouvindo o CD).
Mas voltando à música “As Noites”, acho que gostei tanto dela porque ela fala sobre lugares que ficam marcados com uma história nossa. Sabe aqueles lugares por onde você não consegue passar sem se lembrar de alguma história muito importante? Aqueles lugares impregnados de lembranças? Lembranças felizes e tristes, lembranças que dão saudades e lembranças que infelizmente não desaparecem...
[b]AS NOITES[/b] [i](Samuel Rosa – Chico Amaral)[/i]
As ruas desse lugar Conhecem bem As noites longas, as noites pálidas Quando eu te procurava
As casas desse lugar Se lembrarão Do nosso abraço, da sombra insólita Espelho azul no chão
As ruas desse lugar Agora eu sei Sempre escutaram a nossa música Quando eu te respirava
As pedras municipais Se impregnaram Da dupla imagem, da dupla solidão A sombra ali no chão.
E lá no céu constelações Num arranjo inusitado O seu nome desenhado Pelo menos tinha essa ilusão
E lá no céu os astros Num arranjo surpreendente Se buscavam como a gente Pelo menos tinha essa ilusão
São milhares de estrelas Singulares letras vivas no céu
“Pegadas na Lua” e “Amores Imperfeitos” também estão entre as minhas músicas preferidas do CD. Vou colocar a letra de “Formato Mínimo”, gostei mais pela letra do que pela música em si, as rimas proparoxítonas são bonitinhas! Hihihi! E a letra fala sobre o formato mínimo do amor, sobre como as pessoas se relacionam superficialmente e por acaso, sobre ilusões de se encontrar alguém que seja realmente especial, mas não se conseguir nada que seja mais profundo. Me fez lembrar do job do Leandro, roteiro da Paula Davies.
[b]FORMATO MÍNIMO[/b] [i](Samuel Rosa – Rodrigo F. Leão)[/i]
Começou de súbito A festa estava mesmo ótima Ela procurava um príncipe Ele procurava a próxima
Ele reparou nos óculos Ela reparou nas vírgulas Ele ofereceu-lhe um ácido E ela achou aquilo o máximo
Os lábios se tocaram ásperos Em beijos de tirar o fôlego Tímidos, transaram trôpegos E ávidos gozaram rápido
Ele procurava álibis Ela flutuava lépida Ele sucumbia ao pânico E ela descansava lívida
O medo redigiu-se ínfimo E ele percebeu a dádiva Declarou-se dela o súdito Desenhou-se a história trágica
Ele enfim dormiu apático Na noite segredosa e cálida Ela despertou-se tímida Feita do desejo a vítima
Fugiu dali tão rápido Caminhando passos tétricos Amor em sua mente épico Transformado em jogo cínico
Para ele uma transa típica O amor em seu formato mínimo O corpo se expressando clínico Da triste solidão a rúbrica
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| Mário Quintana |
| 01.20.04 (8:07 pm) [edit] |
Aí vai o poema do Mário Quintana mais citado em blogs pela internet (desmentindo totalmente meu mapa astral que dizia que eu era criativa, mas pelo menos eu procurei a versão mais completa e menos deturpada desse poema!!!).
[b]UM DIA[/b]
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela..
Um dia nós percebemos que as mulheres tem instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito naquele momento. Não existe hora certa para dizer o que sentimos se quem estiver te ouvindo não te compreender, não te merecer...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
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E agora textos mais curtos de Mário Quintana que fazem todo o sentido do mundo pra mim.
[b]DA DISCRIÇÃO [/b]
Não te abras com teu amigo Que ele um outro amigo tem. E o amigo do teu amigo Possui amigos também...
[b]DO AMOROSO ESQUECIMENTO [/b]
Eu, agora - que desfecho! Já nem penso mais em ti... Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?
[b]O PIOR [/b]
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.
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[b]Encontrei mais uma frase totalmente melodramática do Mário Quintana: [i]"Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer".[/b][/i]
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| Tédio nas férias |
| 01.14.04 (2:38 pm) [edit] |
Lista de atividades para ocupar o tempo ocioso nas férias:
1.Escrever um blog. 2.Navegar horas pela internet e visitar o blog de todos os seus amigos. 3.Mandar e-mails idiotas. 4.Checar sua caixa de e-mails várias vezes ao dia para ver se alguém escreveu pra você. 5.Jogar cobrinha no celular. 6.Bater recordes do campo minado. 7.Jogar paciência. 8.Assistir o canal de compras na TV: facas guinso, meias vivarina, aparelhos de abdominal etc sem mudar de canal por algum motivo misterioso... 9.Voltar a tocar algum instrumento musical que você toca mal. 10.Dormir 12 horas por dia. 11.Ler o primeiro livro que aparecer pela frente, quanto mais grosso melhor (todo mundo que conseguiu ler os 3 livros do Sr. Dos Anéis é porque teve férias tediosas). 12.Ouvir todos aqueles cds velhos encostados num canto que há muito tempo você não ouve mais. 13.Ligar para todos os seus amigos convidando para sair, mesmo sabendo que eles estão ocupados demais e por isso não vão aceitar. 14.Fazer arrumações: de papéis, da casa, do guarda-roupa etc (isso é caso de desespero máximo!) 15.Aceitar quando a sua mãe convidar para ir ao cinema. 16.Sempre aproveitar promoções das locadoras do tipo: “5 fitas por uma semana”. 17.Conversar com os vendedores do telemarketing em vez de desligar o telefone na cara. 18.Escrever poesias com rimas bonitas: “quando você se vai, amor/ me toma uma enorme dor/ depois de sentir o seu calor/ te perder é um grande horror!” 19.Fazer experiências culinárias bizarras. 20.Ficar muito feliz quando encontrar algum conhecido na rua e fazer a pessoa ficar parada horas conversando com você, sem se preocupar se ela está com pressa. 21.Invente um hobby: “eu costumava pintar bem quando tinha 4 anos de idade, é meu dom escondido, vou voltar a pintar”! 22.Dar atenção pra sua vizinha fofoqueira e velha chata. 23.Construir coisas inúteis como bonequinhos de papel. 24.Passar horas pensando até ter uma idéia brilhante, se empolgar muito e dez minutos depois perceber que era a idéia mais idiota do mundo. 25.Comer 12 horas por dia.
Quem tiver mais algumas boas idéias para dividir com os amigos, por favor, deixe as suas sugestões nos comments.
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| Pesquisa Belco |
| 01.12.04 (3:20 pm) [edit] |
Respondam nos comments:
A cerveja Belco tem sabor de:
a)banana
b)guaraná
c)urina de gato
d)não sei, estava completamente embriagado e nem notei qualquer gosto estranho...
E para aqueles que gostaram do sabor “singular” de Belco, aí vai uma série de receitas feitas com cerveja Belco. Paulinha e Casimiro que gostam de cozinhar, divirtam-se! Vejam como eu penso em vcs, tem receitas especiais para vegetarianos e um prato com berinjela. Eu juro por tudo que não fui eu que inventei que a cerveja tem que ser Belco, encontrei assim na internet!!!
[i][b]Receitas maravilhosas com cerveja Belco[/b][/i]
[b]Salada de Alface com Queijo e Cerveja Belco[/b] Ingredientes: 2 pés de alface 1 xícara de cerveja Belco 1 colher (chá) de pimenta do reino 100 g queijo parmesão ralado Sal a gosto Preparo: Lave bem o alface e coloque numa saladeira. Leve ao fogo a cerveja, o sal e a pimenta. Acrescente o queijo e mexa até formar uma pasta homogênea. Respingue sobre os pés e sirva.
[b]Antepasto de Berinjela[/b] Ingredientes: 4 berinjelas (grandes) em cubos Óleo, para fritar 2 cebolas (grandes) picadinhas 1 xícara de uva-passa 1 lata de Cerveja Belco Sal
Preparo: Frite a berinjela no óleo, aos poucos. Retire com a escumadeira, escorra bem e coloque numa tijela, intercalando com a cebola e a uva-passa. Quando terminar, tempere com sal e junte a cerveja, misturando bem. Deixe tomar gosto por 4 horas, no mínimo. Sirva fria. Dica: Acrescente azeitonas, orégano ou castanha-do-pará torrada.
[b]Bolo de Cerveja Belco[/b] Ingredientes: 1 colher (sopa) de manteiga 2 xícaras (chá) de açúcar 4 ovos 3 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (chá) de fermento em pó 1 xícara (chá) de cerveja Belco
Preparo: Bata a manteiga com o açúcar. Junte as gemas e as claras batidas em neve. Acrescente a farinha de trigo peneirada com o fermento e a cerveja Belco. Bata bem. Leve para assar no forno em forma untada e polvilhada com farinha em média por 30 minutos.
[b]E especialmente para o Bigode, o Tiozão do churrasco:[/b]
[b]Picanha na Cerveja Belco[/b] Ingredientes: 1 Peça de Picanha (1 Kg e 300g) 1 Lata de Cerveja Belco Aji- Sal para churrasco sal grosso Ajinomoto Suco de limão
Preparo: Em uma bacia Plasútil , coloque a picanha com a carne virada para cima. Passe o sal grosso em cima da carne, espere 5 minutos e esprema o limão em cima do sal grosso. Aguarde 5 minutos, coloque a cerveja (sem gelo) e vire a peça com a gordura para cima. Espere 30 minutos, coloque em espeto duplo a picanha inteira e leve à churrasqueira. Vá virando até dourar dos dois lados. Corte em fatias no sentido da gordura. Passe no caldo da cerveja e coloque na chapa ou na grelha até ficar no ponto desejado (bem passado, mal passado ou ao ponto). Acompanhamentos: Arroz, Saladas, Legumes e Vinagretes.
[b]E o China podia ter feito batida de cerveja Belco, por que ninguém pensou nisso lá em Ilhabela antes de jogar a Belco fora? Imaginem que maravilha tomar um porre de batida de cerveja Belco!!![/b]
[b]Batida de cerveja Belco[/b] Ingredientes: 1 garrafa de cerveja Belco 1 lata de leite condensado 1 lata e meia de aguardente Cubos de gelo
Preparo: Bater todos os ingredientes no liqüidificador (cuidado com a sujeira!!). Servir em copos para batida ou água. Beba com moderação se não está acostumado com batidas, pois sobe com facilidade. É uma delícia e se assemelha um pouco à batida de coco. Sirva bem gelada.
[b]É isso aí, pessoal, se alguém tiver coragem de testar uma dessas receitas me conte depois se deu certo. [/b]
[image]melodrama_59065628 0.jpg[/image]
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| As melhores lembranças de Ilhabela |
| 01.11.04 (3:02 pm) [edit] |
Logo que cheguei encontrar e abraçar as pessoas das quais estava com saudades.
O bigode do Vitor.
Ajudar o China a fazer batidas e caipirinhas (na verdade eu só pegava o gelo e ajudava a provar até ficar bom... rs).
Descobrir que além da chapinha da mesma marca, a Paulinha tb tem uma blusa igual a minha.
Ver o Denis ser atacado mil vezes pelos tubarões da praia de Pirassunga.
Beber Bavaria deixando a cerveja esquentar.
Conversar com o China até as 5 da manhã sem deixar a Paulinha dormir.
Carol fazendo guerra de espuma.
O Lucas fazer miojo pra mim.
Aprender com o China que os escoteiros tomam banho em fila indiana.
Descobrir que meu signo tem 5 pimentinhas com o da Paulinha, mas só 2 coraçõezinhos...
Ler as previsões para 2004 da Nova (a revista de mães mais pornô do mundo).
Paulinha me zuando e eu zuando a Paulinha.
Passar o Ano Novo fora de casa.
Virar na praia do Pinto ouvindo “Nossa Senhora” do Roberto Carlos.
Abraçar as pessoas no Ano Novo e chorar.
Pular sete ondas (numa praia sem ondas) e fazer sete pedidos (se os sete se realizarem esse ano já posso morrer, que eu não vou querer mais nada mesmo!)
Dançar a música da deusa-Xuxa e axés antigos depois da virada (com direito a trenzinho do Tio Denis).
Cantar música do Padre Marcelo empolgadamente e com coriografia no meio da rua.
Chamar o Léo Madeira no meio da rua e ele olhar pra gente.
Dar gritos de incentivo pros casais que a gente viu voltando da praia do Pinto.
Descobrir que também existia uma praia do Saco Grande. E que depois da praia do Pinto vinha a da “Armação”.
Felipe apostando a sunga no pôquer e perdendo pro Lucas.
Blefar no truco e brindar às cores da América, as cores que nunca desbotaram.
Deitar na rede.
Casimiro se acidentando uma vez ao dia.
Ficar de segredinhos com o Batata (segundo a visão do Lucas).
Usar cristais no canto do olho e colar um terceiro olho.
Novo cabelo da Mirian, tá mó legal e o Shinji acreditou que o cabelo dela ia continuar crescendo assim pra sempre.
Nosso “novo amigo” nos ensinando a beber cerveja no gargalo.
A Inaê completamente indignada reclamando do nosso “novo amigo”.
Piadas sobre cloaca.
Lucas contando curiosas histórias sobre sua família.
Paulinha e Lucas disputando quem é mais nerd.
Casimiro e Shinji falando “nard” em vez de nerd.
Casimiro levando todos os jogos e esportes muito a sério e se matando pra pegar a bola.
A pirâmide humana dos meninos no mar, além do Birabol, era engraçado de ver.
Os apelidos de boteco.
As quatro bolas que eu consegui encaçapar na sinuca graças ao “dedo de Deus”. (3 foram seguidas!)
O Lucas roubando que nem criança pra conseguir acertar o peso do sorvete da semana.
Comer camarão, aquele bicho feio! O mesmo que o Denis tem medo.
Descobrir que a loja do pai do Denis (o Biliskão) fica na Santa Clara bem perto da minha casa e que agora eu vou poder pedir desconto sempre que for lá.
O garçom me perguntando se eu não queria mesmo que minha Coca-Cola fosse light.
Pintar o bonequinho “quero-ser-o-bozo 8221; com minha maquiagem só pra ele conseguir realizar o sonho de ser o Bozo.
A Issis querer apostar que ia ser a última a dormir, mas dormindo 14 horas por dia.
O Vitor caindo na cachoeira e o tiozão falando: “cuidado, Bigode!!!”.
A minha tatuagem de peixe pré-histórico.
Carol imitando uma pessoa... ficou idêntico!
Ter achado o cd do Capital Inicial da Carol, que eu consegui ouvir umas 4 músicas até o ruim do Casimiro tirar!!!
E ainda devo ter esquecido uma porção de coisas superlegais que vcs podem acrescentar nos comments! Única coisa chata é que nem todo mundo foi e eu gostaria de ter conversado mais com algumas pessoas que estavam lá. Mas foi tudo ótimo, apesar da chuva, foi a MELHOR VIAGEM DE TODOS OS TEMPOS como o Batata me pediu pra escrever.
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| Ilhabela com Glacial |
| 01.10.04 (12:04 pm) [edit] |
Quase todas as pessoas que foram comigo para Ilhabela reclamaram de eu não ter contado nada sobre essa viagem no meu blog e em vez disso ficar perdendo tempo fazendo mapa astral e divulgando pesquisas que dizem que as pessoas se apaixonam porque elas fedem. Mas eu até fiz comentários sobre a viagem, só que nos comments, que infelizmente ninguém lê. È uma pena, porque são muito engraçados e vcs deviam ir ler AGORA!
Sabe, na verdade, eu não quis contar sobre essa viagem no blog porque fiquei com medo de perder alguns amigos se eu contasse as melhores fofocas sobre as pessoas que passaram mal. Talvez eu seja uma pessoa muito ruim mesmo pra achar que o mais interessante de contar seria sobre pessoas gorfando ou tentando puxar vômito em público, mas enfim, não vou comentar mais nada sobre isso, nem sobre privadas entupidas... Nem sobre eu dar batida de coco para os “quero-ser-o-bozo 8221; beberem, os bonequinhos de vudu pendurados em árvores feitos pelo China, que não só conseguiram acabar com a chuva como tb com a água da casa... (Tá bom, os bonequinhos não eram de vudu, embora parecessem).
Mas, então, pensei no ponto alto dessa nossa viagem que realmente valesse a pena ser comentado nesse blog para ser compartilhado tb com as pessoas que não estiveram lá. E só pensei em uma coisa: [b]GLACIAL[/b], a melhor cerveja do mundo! 10 por 15 real! Todo mundo devia beber em SP tb. O mais legal é que procurando cartazes da melhor e mais barata cerveja do mundo, a [b]GLACIAL[/b], descobri vários blogs em que as pessoas falam sobre essa cerveja. Isso quer dizer que esse é o post menos original do mundo!!! (pelo menos meu mapa astral era algo mais “único”) e também quer dizer que todos os jovens pobres como nós economizam saboreando [b]GLACIAL[/b]. Ou vcs tavam achando que só vcs eram espertos de beberem, lokal, cristal e [b]GLACIAL[/b]?
A [b]GLACIAL[/b] é da Schincariol, portanto, experimentem ela no lugar da Nova Schin. Olhem essa nota publicada pela Schincariol: “Com o objetivo de atender os consumidores de todas as classes sociais, a empresa lançou nova marca de cerveja, a [b]GLACIAL[/b].”
Quando a [b]GLACIAL[/b] foi lançada, em fevereiro de 2003, ela usava o slogan: “[b]GLACIAL[/b], essa é sensacional” ou mais popularmente: “[b]GLACIAL[/b], a cerveja de 1 real”. Muito bom! E a Sheila Carvalho era a garota propaganda. Vou deixar o cartaz aí, mas não por muito tempo, corre o risco de alguém me perguntar de novo se eu sou sapatona, que nem o tarado sem-noção do metrô.
[image]melodrama_10166859 79.jpg[/image]
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| Meu Mapa Astral |
| 01.08.04 (2:40 pm) [edit] |
Depois da minha enquete, aí está a coisa mais egocêntrica que eu poderia fazer no “meu” blog: publicar o “meu” Mapa Astral comentando por “mim mesma”.
Fiz esse mapa gratuitamente no site do quiroga.net, pra quem quiser fazer tb.
[b]Mais uma vez, com minha extrema bondade, estou grifando pra quem tiver preguiça de ler tudo.[/b]
[i]Thaís Bologna Dias - 06/09/1984, 21:20h, em São Paulo [/i]
[b]Seu signo ascendente é TOURO e seu planeta regente é VÊNUS. [/b]
Seu ASCENDENTE está no signo de TOURO, esta é a estrela que orienta sua evolução durante esta vida. Seu caminho de vida será traçado pela [b]profunda necessidade de ser dona de si mesma, de criar suas próprias opiniões, de experimentar tudo que desejar, e de opor-se a tudo que considerar injusto[/b], o que não será pouco. Tal [b]aspiração de independência[/b] irá resultar na criação de intensos e profundos conflitos, o que será bastante estranho para você entender, já que, no fundo, [b]o verdadeiro motivo que a impulsiona à independência é a necessidade de paz e de sossego. [/b]Porém, os conflitos serão reais o suficiente para que você não possa fazer de conta que não tem nada a ver com eles. Seu destino resultar em algo bom ou ruim irá depender inteiramente da forma com que você administrar esses conflitos. Essa é a grande experiência de se nascer com o ascendente no signo de TOURO. O lado artístico da natureza será estimulado pela necessidade de administrar os conflitos. Não será necessário que você siga a carreira artística, mas com certeza, [b]em tudo o que você fizer haverá um toque de criatividade. Essa mesma criatividade a tornará sensual e magnética, e terá no sexo uma profunda dimensão de experiência para colocar em jogo a tal da criatividade. Ter filhos, plantar árvores, escrever livros, a criatividade poderá ser física, mental ou emocional. [/b]Não importa em que área da vida você se especialize, sempre a criatividade será sua companheira inseparável, e a segura mensageira de você cumprir, ou não, seu destino da melhor maneira possível. Você será dona de si mesma, bastante dogmática e obstinada, [b]não desejando conselhos [/b]e nem tolerando as contradições. Eis aqui um ponto gerador de muito conflito, pois, mal ou bem, você existe num universo profundamente contraditório.
[b]Será difícil conhecer você, ou prever quais serão suas atitudes ou movimentos. Você demorará para perder a paciência mas, quando o fizer, será difícil apaziguá-la, e será capaz de guardar ressentimentos por muito tempo. [/b]As conquistas serão todas feitas com esforço, e o mundo material exercerá uma sedução potente sobre seus desejos. Em geral, será calma e tranqüila, e preferirá tais condições, mas será capaz de grandes paixões e de agir emocionalmente, sendo capaz também de ser [b]extremamente ciumenta e possessiva. Você não ganhará das outras pessoas pela rapidez, mas porque suas idéias persistirão por mais tempo.[/b] O tempo é fator importante no destino deste ascendente, porque as melhores coisas virão lentamente e com paciência. [b]Os contratempos se deverão quase todos à exagerada resistência a mudar qualquer coisa. [/b]
Você será capaz de tirar leite de pedras, e de transformar uma pedra num confortável sofá. Por isso, não devia preocupar-se tanto com o conforto, porque você o construirá onde quer que seja.
[b]Você tem o SOL em VIRGEM, este é o seu signo. [/b]
Seu SOL está no signo de VIRGEM, esta é a forma com que sua alma identifica a realidade da vida. Sua expressão é inteligente, vivaz e está sempre à procura de uma brecha por onde manifestar a necessidade de ser útil. Se você não consegue fazer algo para melhorar uma situação, começa a ficar nervosa. Seus gestos são precisos e limitados, porém eles mascaram uma [b]constante inquietação na vida interior. Ser virginiana implica perguntar-se sobre a utilidade de tudo o que aparecer na vida, tanto os objetos, situações quanto as pessoas também. [/b]
Seu signo pretende tornar práticos e concretos todos os pensamentos que sua mente pensa, e que não são poucos. Você, como virginiana, é aquela que pensa, aquela que realizará o pensamento, e também o instrumento necessário para fazer o trabalho. Por isso, [b]passará grande parte do tempo perguntando-se para que você serve, aonde poderia ser mais útil. Pensa e repensa tudo, mas detesta perturbar as pessoas, por isso o faz na vida interior, martelando-se perguntas e respostas quase infinitas. Preocupa-se com as conseqüências das coisas da vida, o que azeda um pouco seu caráter. Mas isto pode ser corrigido com boas gargalhadas três vezes ao dia, para as quais você está muito bem equipada. O humor é também uma de suas características. [/b]
[b]Sua LUA está no signo de AQUÁRIO. [/b]
Sua LUA está no signo de AQUÁRIO, esta é a forma com que sua alma busca ficar à vontade na vida. Você participa de todos os momentos inspirados, aqueles nos quais as idéias surgem como que vindas do nada, melhorando a situação. Os temas ocultos, originais e novidosos a atrairão. Tais idéias poderão surgir de você, ou sua presença as facilitará na mente das pessoas com que você se relacionar. Você será ampla, equânime e humanitária na forma de relacionar-se com as pessoas. [b]Congregá-las e fazê-las concentrarem-se num objetivo comum será seu dom principal. Não encontrará dificuldade alguma ao lidar com pessoas de todo tipo; pois não se admira demais quando elas se destacam, nem as despreza por serem socialmente inferiores. Tem dom para a política e para administrar grupos, comunidades e grandes empresas. Você é basicamente simpática [/b]e espera conquistar a boa opinião das pessoas que passam por sua vida. A intuição e a sensibilidade mental serão seus fortes, e o uso de tais virtudes fará você sentir-se à vontade.
[b]SOL em VIRGEM e LUA em AQUÁRIO. [/b]
[b]Haverá habilidade para as ocupações comerciais, especialmente nos negócios com grande companhias, associações e empresas gigantes. [/b]Haverá boa percepção para sentenciar a natureza humana. A mente será original, hábil e inventiva, terá opiniões e se apegará a elas e não será fácil dissuadi-la. Você gostará da companhia de poucas pessoas. [b]E poderá sofrer um pouco de depressão.[/b] Mas poderá desenvolver habilidade científica, além da tendência a pesquisar as questões psíquicas.
[b]Seu regente é Vênus e seu projeto de vida está ligado aos assuntos da casa 6 [/b]
[b]Tentará trilhar vários caminhos, todos diferentes, de realização profissional, mas experimentará muita incerteza a este respeito. [/b]
Seu intuito será tornar-se útil para o mundo, ao mesmo tempo que tentará envolver-se com o trabalho de forma prazerosa. [b]Unir o útil ao agradável[/b], esta pode ser considerada a síntese de seu projeto.
[b]Se preocupará com a aparência [/b]e usará parte de seu tempo tratando deste assunto.
Gostará que as coisas belas façam parte da vida cotidiana.
Se ligará a pessoas às quais prestará serviços de muito valor, mas [b]correrá o risco de não ser tratada com a importância que isso represente. [/b]
Dos pequenos assuntos da vida será capaz de tirar algum sentido mais amplo.
[b]Seu espírito de luta se baseará no amor e na apreciação que faça do valor das pessoas com quem se relacione. [/b]
[b]Suportará bem as crises[/b], pois saberá como arranjar pequenas coisas para sentir-se bem, mesmo no meio da mais séria tormenta emocional.
[b]Sempre que possível, procurará fazer apenas aquilo que goste. [/b]
[i][b]Agora os meus comentários:[/b][/i]
Eu independente? Que piada! Alguém sabe daquela história de que o ascendente só começa a atuar a partir dos 21 anos de idade? Isso é verdade? Se for, preparem-se para uma revolução dentro de 2 anos!
Outra coisa: não me dêem mais conselhos! Meu mapa astral está dizendo que eu não desejo conselhos!
Sou mesmo absolutamente criativa!!! Como não gosto de mato, não vou querer plantar árvores; quase todo mundo sabe que eu não penso em ter filhos e que não acho crianças uma gracinha (acho que justamente porque ainda sou uma!), então, só me resta escrever livros!!! Tô gostando desse mapa astral!!!
Meu Mapa Astral tb diz: “será difícil conhecer você, ou prever quais serão suas atitudes ou movimentos”. Por que diabos então eu sou absolutamente a pessoa mais previsível do mundo? Alguém por acaso ainda não sabe o que eu peço pra comer na EAD quase todo dia?
Sou ciumenta e possessiva mesmo, e aí? Já faço muito de dividir numa boa meus pais com o meu irmão, o que mais vocês querem de mim? Não vou dar minhas Barbies pra ninguém, não!
Aprendam, as minhas idéias persistirão por mais tempo!!! O LOOP já está identificado no meu mapa astral.
A exagerada resistência a mudar qualquer coisa infelizmente é verdade, muuuuuita dificuldade com grandes mudanças!!!
Constante inquietação na vida interior no nível máximo!!! Perguntas e respostas quase infinitas mesmo! Eu tenho uma metralhadora cerebral! Lógico que eu me pergunto a utilidade de tudo: objetos, situações, pessoas! Principalmente a minha própria utilidade pra alguma coisa no mundo! Aliás, qual a utilidade desse blog?
Sou azeda, mas bem-humorada! Adorei essa parte!
Alguém me acha simpática? (Por favor, respondam nos comments)
Habilidade com ocupações comerciais, lidar com grandes empresas? Olha só: eu devia ter feito FEA! E não é só por causa da chapinha.
Meu Mapa Astral me dá o direito de sofrer de depressão, por isso eu posso dizer quantas vezes ao dia eu quiser a frase: “estou sofrendo”!
Nem vem com essa história de tentar trilhar vários caminhos profissionais que eu não vou mudar de curso coisa nenhuma apesar do que dizem as más línguas!!!
Suportará bem as crises?! Hahahahahahahahaha!!!!!!!
Procurará fazer apenas aquilo que goste? É verdade. Que droga! Sabia que eu ia morrer de fome mesmo!!!
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| Amor e Química |
| 01.08.04 (10:22 am) [edit] |
Parem de se questionar sobre o amor, ele simplesmente não pode ser explicado racionalmente! Sabe quando nos interessamos por alguém e dizemos que “rolou uma química” ou quando não nos interessamos e dizemos que não adianta insistir porque “não há química com tal pessoa”? Pois é, essa é a mais pura verdade sobre o amor, ele não passa de um conjunto de reações químicas sobre as quais não temos o menor controle!
Vejam que belezinha de texto que eu encontrei na internet! A parte que eu mais gosto é saber que é comprovado cientificamente que é mais fácil se apaixonar estando bêbado, portanto, todos que estão sozinhos saiam de balada e encham a cara! Hihihi!!!
[b]Grifei as melhores partes pra quem tiver preguiça de ler tudo.[/b]
[i][b]Amor e Reação Química[/b][/i]
“Então de repente, no bar, na festa, na praia, na fila do banco - não importa -, os olhos se encontram. Primeiro uma ansiedade, um calor no peito que logo se espalha em calafrios que procuramos disfarçar. Um leve suor nas mãos. No primeiro encontro, os lábios ressecam um pouco antes do primeiro beijo, as palavras tremem embaraçadas em pensamentos confusos. Joelhos que mal sustentam o peso do corpo. Esquecemos do mundo lá fora em eternas horas de silenciosa saudade ao telefone... "
Quem nunca sentiu coisa parecida? Pois os cientistas querem nos convencer que toda esta áurea sedutora de mistério que envolve os assuntos do coração não passa de uma meia dúzia de manifestações anatômicas e equações bioquímicas.
O amor é uma experiência consumptiva. Mergulhamos euforicamente nesta deliciosa tortura e não comemos ou dormimos direito. Freqüentemente, é difícil manter a concentração. A Dra. Donatella Marazziti acredita que [b]pessoas "doentes de amor" estejam realmente doentes: sofrem de um distúrbio obsessivo-compulsivo. [/b]Inegavelmente, paixão e psicose obsessiva-compulsiva compartilham diversos aspectos comuns. E isto não é meramente uma teoria sem fundamentos: "ambos estados associam-se a baixos níveis cerebrais de serotonina, uma substância química fabricada pelo corpo que nos ajuda a lidar com situações estressantes", afirma a médica.
Uma outra descoberta da Dra. Marazziti: [b]bebidas alcoólicas também diminuem os níveis de serotonina no cérebro, criando a ilusão de que a pessoa do outro lado do bar é o amor da sua vida. [/b]Portanto, cuidado com as noitadas.
Existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem os arroubos da paixão? Segundo a professora Cindy Hazan, sim. Ela diz: [b]"seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". [/b]Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que o amor possui um "tempo de vida" longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança. "Em termos evolucionários," - ela completa - "não necessitamos de corações palpitantes e suores frios nas mãos".
A pesquisadora identificou algumas [b]substâncias responsáveis pelo Amor: dopamina, feniletilamina e ocitocina.[/b] Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, [b]com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos - e toda a "loucura" da paixão desvanece gradualmente[/b] - a fase de atração não dura para sempre. O casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor - companheirismo, afeto e tolerância -, e permanece junto.
[b]Os homens parecem ser mais susceptíveis à ação das substâncias responsáveis pelas manifestações associadas ao Amor. Eles se apaixonam mais rápida e facilmente que as mulheres. [/b]E a Dra. Hazan é categórica quanto ao que leva um casal a se apaixonar e reproduzir: [b]"graças à intensidade da ilusão romanceada que temos do Amor, achamos que escolhemos nossos parceiros, mas a verdade é conhecida até mesmo pelos zeladores dos zoológicos: a maneira mais confiável de se fazer com que um casal de qualquer espécie reproduza é mantê-los em um mesmo espaço durante algum tempo" [/b]- que o digam os processos de assédio sexual no local de trabalho... [i][b](que o digam tantos casais formados nas turmas de faculdade, não é mesmo?)[/b][/i]
[u]Luxúria [/u](Desejo ardente por sexo) - Testosterona [u]Atração [/u](Amor no estágio de euforia, envolvimento emocional e romance) - Altos níveis de Dopamina e norepinefrina - Baixos níveis de serotonina [u]Ligação[/u] (Atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura) - Ocitocina e vasopressina
Os cientistas conhecem a Feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la ao sentimento de Amor. Suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.
O affair da feniletilamina com o Amor teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.
A Dra. Helen Fisher demonstrou que [b]a inconstância, a exaltação, a euforia, e a falta de sono e de apetite associam-se a altos níveis de dopamina e norepinefrina, estimulantes naturais do cérebro.[/b]
[b]Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados Feromônios. [/b]Atualmente, existem evidências intrigantes e controvertidas de que os seres humanos podem se comunicar com sinais bioquímicos inconscientes. Os feromônios podem sinalizar interesses sexuais, situações de perigo e outros. [b]Se realmente existirem na espécie humana e sua percepção se der de maneira inconsciente, estaríamos permanentemente emitindo informações acerca de nossas preferências sexuais e desejos mais obscuros sem saber?[/b]
Os defensores da Teoria dos Feromônios vão ainda mais longe: dizem que [b]o "amor à primeira vista" é a maior prova da existência destas substâncias [/b]controvertidas. Os feromônios - atestam - produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas. [b]À medida em que vamos nos tornando dependentes, a cada ausência mais prolongada nos dizemos "apaixonados" - a ansiedade da paixão, então, seria o sintoma mais pertinente da Síndrome de Abstinência de Feromônios.[/b]
Com ou sem feromônios, é fato que a sensação de "amor à primeira vista" relaciona-se significativamente a grandes quantidades de feniletilamina, dopamina e norepinefrina no organismo.
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| Férias |
| 12.26.03 (7:50 pm) [edit] |
Vou passar 10 dias em Ilhabela, o lugar onde o Leandro ouviu dizer que só tem gente bonita, eu não sei de nada disso, o que eu ouvi dizer é que lá só tem borrachudo. Então, 10 dias longe da civilização internética e desse blog que eu amo tanto. BUAAAÁ!!!
Mas, então, não é porque eu não estou aqui que vocês vão parar de acessar o meu blog. Por exemplo, em vez de conversarem por ICQ ou e-mail, vcs podem conversar através dos comments do meu blog. Vocês tb podem brigar através dos comments do meu blog, tá faltando baixaria nesse blog!!! Não é porque ele é todo cor-de-rosa que ninguém pode escrever palavrão, só eu que não vou escrever nenhum porque todo mundo sabe que eu sou uma menina fina que não fala essas coisas feias.
Então, tô sabendo que tem muita gente acessando meu blog, lendo tudo, mas que não tá deixando comentários. Como é que é isso? Tem que deixar comentários sim!!! Se vc ainda não deixou o seu comentário, deixe-o agora!!! Quero voltar de viagem e encontrar meus comments cheios para eu ler, quero um mínimo de 8 comments em cada post, hein!
E tem mais: ISSO NÃO É UM PEDIDO, É UMA ORDEM! E TENHO DITO!
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| Lenda Urbana |
| 12.26.03 (7:47 pm) [edit] |
Eu adoro histórias de terror e sou uma freqüentadora de sites de lenda urbana. Muitas lendas são claramente falsas, como a da agulha na poltrona do cinema que passava aids. Mas a lenda que se segue, eu a escolhi para publicar no meu blog porque eu REALMENTE acredito nela.
[b]A Voz... [/b]
Um casal resolve sair para comemorar o aniversário de casamento com um jantar a dois na cidade, deixando em casa um casal de filhos: ele com 14 e ela com apnas seis anos. Deixaram ao mais velho a imcumbência de olhar a menor, pois provavelmente o casal iria após o jantar dar uma esticadinha pela cidade, de modo que o passeio não seria muito rápido. Lá pelas 23:30h, a menina já estava a essa hora dormindo como um anjinho. Então o filho mais velho, sem sono, de repente sente um calafrio percorrer todo o seu corpo, dando-lhe a desagradável sensação de que estava sendo observado por alguém, nesse momento preocupa-se com a irmã, segue correndo até o quarto da menina, chega até a porta, entra, no entanto constata que a irmã estava tranquilamente "nos braços de Morfeu", Então o garoto achando que está ouvindo coisas, liga o som da sala (a essa hora poucos programas da tv são suficientemente interessantes para se ver)para tentar "desestressar". Mas a tentativa não deu certo, levando a situação a piorar cada vez mais, pois num determinado momento, o garoto pegou no sono e escuta nitidamente uma voz, chamando-o pelo nome. Depois a mesma voz, para ele desconhecida, ordenou que ele se mantivesse com os olhos fechados ou teria a mais apavorante visão de sua vida. Além da voz, o garoto sentia uma presença insuportavelmente macabra no recinto, que rodeava o sofá onde ele estava. A voz insistia em aterrorizá-lo ameaçando-o com a tétrica visão do que a tal "figura" seria caso ele abrisse os olhos. O menino sentia que a "entidade ameaçadora", que era especificamente nem homem nem mulher, mesmo porque não se ouviam passos, mas sentia a sua presença variando a proximidade, como se ela rodeasse o cômodo da casa onde se situavam, sempre mandando-o não abrir os olhos. Esse suplício durou cerca de trita a quarenta minutos (mas para um garoto de quatorze anos pareceu uma eternidade), curiosamente após a "presença" ir embora, seus pais retornaram da esticada que deram à cidade e deram de cara com o filho sentado no sofa, com as mãos cobrindo os olhos, soluçando de tanto chorar, morrendo de vergonha, sentindo-se covarde, sem coragem nem mesmo para explicar aos seus pais o porquê daquela cena lamentável que viram assim que entraram em casa. Como constataram não ter ocorido nada de errado com ninguem na casa naquele dia, todos foram se recolher para dormir, mas a partir daquele dia o menino só passou a dormir com um walkman ligado no som, máximo até cair no sono, sem ter mais sido importunado pela "voz".
Meu, vou dizer que isso já aconteceu comigo, não com 14 anos, mas, sei lá, com 9!!! De ficar com a coberta na cara morrendo de medo até a minha mãe chegar em casa. Isso já aconteceu com algum de vcs?
Sério, escrevi esse post sozinha no quarto às 2 da manhã com medo de verdade de ouvir alguma voz.
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| BOLOOP |
| 12.26.03 (7:28 pm) [edit] |
O Leandro deixou um comentário no blog dizendo que agora eu tinha um espaço pra poder reclamar em boloop. Pois é, e agora eu estou com vontade de reclamar desse concurso de romances que o SESC está promovendo, que eu só descobri que existe hoje e que a inscrição só vai até dia 30 de dezembro e eu não tenho tempo para me inscrever (apesar de ter um romance escrito) porque amanhã às 9 horas estou pegando um ônibus pra Ilhabela, ou melhor, pra São Sebastião, porque, como já disse o meu pai um milhão de vezes para mim: “vc vai ter que pegar balsa. Nossa, vc vai ter que pegar a balsa! Mas o ônibus não chega em Ilhabela, aquilo lá é uma ilha, você vai ter que pegar balsa. Porque não existe ônibus que vai pra Ilhabela, tem que pegar balsa...”. Detalhe, eu não discordei dele em nenhum momento e mesmo assim ele insistia em repetir isso o tempo todo. Sem contar o papo de que eu vou morrer de fome, porque eu não sei cozinhar, porque ninguém vai cozinhar pra mim, porque quem disse que lá tem comida por quilo, e quem disse que dá pra ir ao mercado, pode não ter mercado perto, e quem disse que vai ter mussarela no mercado, porque é fim de ano acaba tudo, não tem mais nada no mercado, não tem nem mais água no mercado!!! Pois é, isso é uma pequena demonstração do que é um verdadeiro boloop.
[b]BOLOOP[/b]: é o ato de se repetir por diversas vezes a mesma coisa.
[b]MODO DE AÇÃO DE UM BOLOOP[/b]: Ele pode se repetir incessantemente num curto espaço de tempo. Ele pode voltar esporadicamente ao longo do dia. Ele pode voltar em um outro dia quando todos já achavam que aquele era um assunto morto e enterrado.
[b]TEMAS DE UM BOLOOP[/b]: são variados. Vão desde reclamações por coisas que já aconteceram, passando por sofrimentos pessimistas antecipados, até piadas absolutamente sem graça.
[b]COMO SE ADQUIRE UM BOLOOP[/b]: Você não adquire, ou você já nasce com ele ou jamais sofrerá desse mal. O boloop é hereditário, assim como a miopia.
Acreditem, meu pai tem um grau de miopia e de boloop muito maior que o meu!!! E o meu irmão falou que os amigos dele também reclamam que ele fica repetindo várias vezes as mesmas coisas. Imaginem como a minha mãe vive, ela que é a única da família que não sofre de boloop, mas sofre com o boloop!!!
E quer saber, várias outras pessoas sofrem de boloop tb (ainda que num grau menor que o meu), não quero citar nomes, mas vocês podiam admitir isso no comments.
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| Gato na Lixeira |
| 12.25.03 (6:35 pm) [edit] |
Olha, pra tentar arrumar a péssima imagem que eu devo ter causado com meu último post, de que eu sou uma megera louca que odeia animais "de verdade", aí vai um texto bem infantil em amor aos animais. Mas é sobre um gato, que não ia dar de jeito nenhum pra escrever sobre uma criança que gosta de cachorros fedidos.
[b]GATO NA LIXEIRA[/b]
Semana passada, eu estava andando pela rua, na calçada como a mamãe manda, porque no meio da rua é muito perigoso. Então, eu ouvi um gemido fininho. Parei e olhei de um lado para o outro procurando de onde vinha aquele sonzinho. Vi os carros barulhentos passando, os moleques empinando pipa na outra calçada e uma velhinha tentando atravessar a rua. Eu só não ajudei a velhinha porque a minha mãe não gosta que eu atravesse a rua quando ela não está junto, vocês já perceberam que a minha mãe tem muito medo de carro? Mas eu não tenho não, só não quis desobedecer.
Mas do lado da minha mão que escreve (é o direito mesmo?) tinha uma caixa bem grande de lixo e eu achei que o som estava vindo de lá de dentro. Eu fui abrir a tampa da caixa. Eu sabia que a minha mãe não gostaria que eu fizesse isso porque ela tem horror à sujeira, mas não agüentei de curiosidade. E adivinhem só o que eu achei lá dentro? Eu não vou contar ainda, quero dar um tempo para vocês pensarem. Eu achei um lindo gatinho! Quer dizer, ele não era lindo ainda, só ficou depois que eu cuidei dele. Foi aí que eu descobri que aquela espécie de choro que eu estava escutando era na verdade um miado.
Vou contar pra vocês como era aquele gatinho. Ele tinha dois olhos enormes e verdes, que pareciam brilhar dentro da lixeira. O pêlo dele era escuro, mas não preto (vocês sabem o que dizem sobre gatos pretos, né? Dizem que eles dão azar. Será?). Então, já que ele não era um gato preto, achei que não tinha problema nenhum em passar a minha mão nele. Como ele era fofinho e quentinho! Eu sorri, ri sozinha como se acabassem de me contar uma piada sobre xixi e cocô ou peido. Ai, desculpa por ter escrito isso! Não pode! Minha mãe disse que é feio ficar falando essas bobagens, tipo xixi, cocô e peidei. Hehehe! Eu peidei mesmo agora, ainda bem que lendo ninguém pode sentir o cheiro. Se minha mãe ler isso, será que ela me bate?
Então, eu gostei muito do gatinho e aí eu quis ficar com ele. Tirei o bichano da lixeira e levei pra minha casa. A minha mãe não estava lá, ainda bem, porque senão ela não ia deixar o gato entrar sujo daquele jeito em casa. Eu tinha que dar um banho nele antes dela chegar. Fui à lavanderia e peguei um balde, enchi de água e coloquei o gato dentro. Ele miou muito alto mesmo! Acho que é porque a água estava fria, mas eu não deixei ele sair de dentro do balde, mesmo com peninha dele (eu também não gosto muito de tomar banho, principalmente quando está frio), mas era pro bem dele, que nem quando a nossa mãe não deixa a gente tomar sorvete, que é uma coisa muito boa, porque a gente está com dor de garganta. Mas eu lavei o gato com o meu xampu e sequei com o meu secador, ele ficou cheirosinho e ainda mais fofinho e eu abracei ele muito, muito, muito, que nem a mamãe me abraça quando eu digo que ela é o amor da minha vida. É... o Fofinho (esse é o nome que eu dei pro gatinho) tinha se tornado o outro amor da minha vida e eu queria ser o amor da vida dele e queria que ele gostasse de mim igualzinho eu gosto da mamãe.
Aí eu peguei um pacote de salgadinho na cozinha e comi junto com o Fofinho. Ele pegava o salgadinho na minha mão e depois de comer lambia todo o sal nos meus dedos, igualzinho eu gosto de fazer. A gente era parecido, eu pensei, e fiquei ainda mais feliz em ter encontrado aquele amiguinho. Então, eu fui abraçar o Fofinho, eu estava meio deitada no chão e aí sem querer eu apoiei o cotovelo em cima do rabo dele. Ele arranhou o meu braço e saltou bem rápido sobre a pia e pulou pela janela indo embora de casa e me deixando sozinha.
Eu fiquei muito triste e comecei a chorar. O arranhão no meu braço estava sangrando e doendo, mas não era por isso que eu estava chorando, era porque o Fofinho devia estar pensando que eu o tinha machucado de propósito, mas foi sem querer. Aí eu fiquei com medo de um dia sem querer fazer alguma coisa que machucasse a mamãe ou fizesse ela ficar triste ou brava comigo, porque ela poderia me bater e me abandonar que nem o Fofinho tinha acabado de fazer. Eu amo muito a mamãe e não queria perdê-la como perdi o Fofinho.
Então a mamãe chegou em casa e me encontrou sentada no chão da cozinha chorando. Ela me abraçou e perguntou o que tinha acontecido e eu respondi que estava com muito medo que ela deixasse de me amar um dia. Aí, ela me deu um beijo e disse que ia me amar para sempre, acontecesse o que acontecesse, e que era pra eu saber que, mesmo quando a gente não estava perto, ela ainda me amava muito do mesmo jeito e não esquecia de mim por nenhum segundo e que pra sempre, sempre, sempre, seria assim, mesmo longe ela me amaria e não deixaria nunca de pensar em mim. Aí, eu fiquei toda contente de novo, mesmo sem o gatinho. Eu não consegui mais encontrá-lo, mas mesmo longe dele eu continuo amando muito o meu Fofinho.
[image]melodrama_64847919 4.jpg[/image]
Essas fotos de gatos são em homenagem a Paula.
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